A rede de casa acabou virando o meu laboratório. Ela é organizada em camadas simples e funcionais, com foco em desempenho, segmentação de dispositivos e filtragem de conteúdo no nível do DNS.
Internet
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Modem a cabo (Roteador da operadora (NAT))
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Roteador Wi-Fi 6 – TP-Link Archer AX23 (roteamento, DHCP, Wi-Fi)
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Switch gerenciável – Netgear GS305E (distribuição cabeada)
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Dispositivos cabeadosO roteador da operadora e o AX23 fazem NAT em sequência (dual NAT).
Em cima dessa base, coloquei alguns conceitos em prática:
- Segmentação de IoT: os dispositivos inteligentes ficam numa rede isolada, separados dos computadores e celulares. Assim, um dispositivo vulnerável fica mais longe dos dados importantes.
- Rede de convidados: visitantes têm acesso à internet sem enxergar a rede principal.
- DNS com filtragem: o DHCP já entrega aos aparelhos um DNS público com bloqueio de anúncios e rastreadores, então a proteção vale para a rede inteira, sem instalar nada em cada aparelho.
- Documentação versionada: configurações e o passo a passo de cada instalação ficam em repositórios git, o que facilita refazer ou desfazer qualquer mudança.
A peça principal do homelab é o servidor de IA local: um PC que roda modelos de linguagem na própria máquina, sem depender de serviços externos, e que pode ser acessado de qualquer computador da rede. Os detalhes estão no projeto IA local.
Fora da estrutura principal, mantenho um laboratório Ubiquiti com um UniFi Security Gateway (USG-3P) e um Cloud Key Gen2, que uso para estudo e testes pontuais. Eles não vão para produção porque o gateway não acompanha a velocidade da minha internet. Esse tipo de decisão, de não colocar um equipamento em produção, também faz parte de projetar uma rede.
No fim, o homelab é onde a teoria de redes, segurança e administração de sistemas vira prática: planejar uma mudança, testar num ambiente separado, documentar e só então aplicar. É o mesmo ciclo do dia a dia de TI, em escala doméstica.